Por que ter um blog?

Essa foi a pergunta que eu fiz quando registrei este domínio: por que ter um blog? Honestamente, ainda não sei porque o fiz. No momento em que eu escrevo este texto faz mais sentido, mas ainda não sei a razão. E, quando surge uma dúvida, qual é uma das primeiras coisas que fazemos? Jogamos no Google. Foi exatamente o que eu fiz!

Captura de tela de pesquisa feita no Google pelo termo “porque ter um blog?”, realizada no dia 4 de abril, às 20:35.

Cliquei no primeiro resultado, mas fechei a janela logo na sequência. Como é possível observar na imagem acima, todos os resultados trazem passos, fórmulas e receitas que devem ser usadas quando estamos falando em marketing digital.

O motivo pelo qual eu fechei a janela ficou claro assim que eu cliquei no link: nem o Google nem o melhor site de conteúdo poderia me dar uma resposta tão íntima e pessoal para o que eu estava procurando. Este oráculo digital chamo Internet é incrível, mas não traz respostas para tudo.

Por mais que os algoritmos me conheçam, talvez até mais do que a minha família e amigos, ele não faz ideia do que se passa aqui dentro e tenho plena convicção que nunca saberá.

A minha resposta pessoal mais raza poderia ser:

estou entediado nesta quarentena, então vou fazer um blog!

Não deixa de ser verdade, a quarentena me ajudou a colocar esta ideia em prática, mas acho que ela não explica o motivo. A situação de isolamento social e de confinamento apenas criou as condições para que eu pudesse realizar esta vontade. Devo agradecer ao Coronavírus?

Vontade. Sim, sempre tive vontade de poder escrever o que penso, sem ter que pensar tanto nas regras de SEO, em seguir um manual de boas práticas ou estudar mais sobre copywriting. Talvez eu até fale sobre tudo isso por aqui… quem sabe? Com certeza o Google não!

Ao comentar com algumas pessoas que estava fazendo um blog a primeira pergunta foi unânime: “blog sobre o que?“. Eu ainda nem sei porque devo ter um blog e meus amigos querem saber sobre o que ele é. Realmente vivemos em tempos de muita ansiedade. Não os culpo, pois eu acabo de me perguntar:

blog sobre o que?

Pode ser um blog sobre qualquer coisa. Pode ser um blog sobre café e música. Bem, vou pensar nisso depois.

Vivendo perigosamente só para fazer uma foto para este blog. Por que? (Foto: Bruno Teixeira)

No geral tentamos procurar respostas para tudo e tenho me convencido que não quero saber o porque de todos os acontecimentos. Certas coisas simplesmente não tem explicação, você simplesmente faz. Talvez faça justamente para descobrir porque está fazendo.

Talvez a frase “é melhor a jornada do que a chegada” seja bem apropriada neste momento. Talvez seja a melhor resposta que eu tenho hoje. Vou escrevendo, apagando, pensando, refletindo e descobrindo daquilo que sou capaz. Olhar e aproveitar mais a jornada, talvez seja o ensinamento do dia.

Uma certeza deste blog é que as ideias vão surgindo na hora do cafezinho… e já tem foto de café aqui. Mas, e a música? Não sei se este blog será sobre música, mas sempre vai ter música neste blog. Como eu disse anteriormente, não quero saber a explicação de tudo e também não quero justificar cada acontecimento.

Quero celebrar mais as minhas dúvidas do que as certezas.

Não sei porque e nem quero explicar, mas desde 2018 esta é a música que eu mais ouvi. Nem queiram saber o porque…

Márcia – Corredor

Artista: Márcia
Música: Corredor
Álbum: Vai e Vem (2018)

Disseste isso de cor
Já te tinhas bem pensado antes de seres quem és
Um anjo encantador
Só que às vezes trespassado pelos próprios pés
Tu nem de enganador

Tu vestes calado, tu vestes só
Um som que embala a dor
Vais enfadado no corredor
Ninguém te intimidou

Foste tu quem foi clivado nas tuas marés
Vendeste o teu amor
Já te tinhas bem pensado antes de seres quem és
Tu nem de enganador

Nem bem pintado, nem por favor
Vendeste o teu amor
Passaste ao lado, tu vais ser só
Imagina ter o mundo à espera

Do teu legado tão promissor
Tanta fé no sonho, uma quimera
Um falso fado, uma falsa dor
Quem te animaria, quem te dera

Ser mal amado, seria dor
Nunca de entender assim tão leve
Tão bem montado

Disseste isso de cor
Já te tinhas bem pensado antes de seres quem és
Um anjo encantador
Só que às vezes trespassado pelos próprios pés
Tu nem de enganador

Nem bem pintado, nem por favor
Vendeste o teu amor
Tu deste errado ninguém sabe como

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